terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Narcisismo.

Você nunca olhou nos meus olhos. Você só queria buscar o seu reflexo através deles. - Baseado em Eu, a patroa e as crianças.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O lado bom de ser o lado ruim.

Se o nosso desejo é olhar o mar, e isso não for possivel, deixa pra lá, a gente contempla as estrelas. Se o nosso desejo é uma lua cheia e com nuvens à sua volta, e isso não for possivel, bem, deixa pra la, a gente prova um pouco da lua nova, cercada de nuvens. Se o nosso desejo é falar, e isso não for possivel no momento, deixa pra lá, a gente se olha e sorri. Palavras são baratas, mesmo. Se o nosso desejo é um abraço naquele momento, e isso não for possivel... Tudo bem, a gente pensa como deve ser sentir aquele abraço, quando acontecer. E veremos quão prazeroso será. Se o carro quebrou no caminho, no meio do nada, otimo. Eu estava no lugar que queria mesmo. O painel derreteu? Ainda temos o rádio, pelo menos.
 Sempre tem um lado bom, no lado ruim, amigo.
(Pra Julia Aleixo. "Hey there Julia, heres to u. This one's for u").

Conclusão

A conclusão final que tirei disso tudo foi: Você só gostava que eu elevasse mais e mais o seu ego. No final eu percebi que você era o maior superego do mundo. Sem mais delongas, narcisista e com o ego maior que si próprio. E eu? Só servia pra te elogiar e pra te dizer tudo o que você queria escutar.
Fim.

Deixa estar?

Coisas que antigamente se diziam importantes se tornando banais e vazias. Vai deixar passar mesmo? É assim mesmo que você quer?

É isto mesmo

Arrepios e ansiedade. Tentativas de fingimento? Falharam. Mãos suando, bombeamento do coração rápido, nervosismo, pupilas dilatadas. E logo o seu subconsciente te manda um aviso: é este mesmo. É você. É ele. Era isto que você esperava!
 Bom mesmo é se surpreender exatamente com o que se espera, né?

Paixão platônica, por um segundo.

Aquela garota sentada no terraço de casa. Uma casinha humilde. O chão estava sujo e empoeirado, mas mesmo assim ela se sentou lá. Nem se importou se iria levar um sermão da mãe quando se deparasse com suas roupas sujas. Só queria espiar a lua um pouco. Tão longe. Tão presente. Aparecia todas as noites pra ela. Às vezes parecia mudar de tamanho, mas a garotinha achava normal, até interessante. Só queria ver seu brilho. Imaginar como seria tocá-la. Sentir a brisa daquela noite. Queria senti-la todas as noites possíveis, e perceber que se arrepiara com aquilo. Que se apaixonara por aquele momento, pela lua.
 “Pequenos detalhes fazem toda a diferença.”

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O que você está pensando?

Já me fizeram esta pergunta. E não foi agradável parar pra pensar e ver o que eu estava pensando. É como se eles estivessem desligados e diante da pergunta, eles automaticamente despertassem. Eu tenho medo desse pensamento.
- "Estou vendo duas pessoas, eles parecem bonecos. É um casal. E eles estão no banco, dá pra ver o balcão. Ela, ela é loira."
 Tenho medo de pensar como foi o resto. Mas está ai.
- "Ela se virou, mas ela se não se virou totalmente. Foi só a cabeça. Bizarro. Ela se parece mesmo um boneco. As suas mãos são horríveis, algo que eu não sei descrever. Não sei dizer como é. O rosto parece plástico."
(Lágrimas) Consolo de amigos no telefone. Frio. Medo. Refugio debaixo do lençol. Sei que nada adianta, o lençol. Mas eu ainda sou uma criança pensando nos medos de dois anos atrás. Recentes e vivos na memória. Algo que eu quero apagar. Mas que simplesmente, me vem à cabeça diante desta pergunta.
O que você está pensando?